"Surfar é uma arte e há muitas linhas diferentes para desenhar em uma onda" Kelly Slater







terça-feira, 22 de junho de 2010

Um Viva aos finais de semana! (Pena que eles acabam!)

A separação havia sido longa, eram 21 dias sem ver-las, 21 dias de desespero puro. Mas elas estavam lá nesse último sábado, é claro, que mais uma vez falo das ondas.

A verdade é que posso estar me tornando um cara extremamente repetitivo, mas é que em dias tão rotineiros, a fuga ao mar torna-se um alicerce para agüentar o dia-a-dia.

É impressionante como mudo depois de um bom “banho” de mar, como mudo ao surfar mesmo que uma onda se quer. Caso claro desse último sábado.

Acordo com o som do vento as 7 e meia da manha, já me levanto, mas sem pressa. Arrumo minhas coisas e um pouco antes do inicio do jogo da Holanda contra o Japão, tomo meu rumo a praia. Dessa vez, era apenas uma caminhada, nada de estrada, e angustia, eram poucos minutos que me separavam do outside.

Mas estava preocupado, já de cara via que o vento soprava com muita vontade, e me lembrei que havia acordado com uma porta batendo por causa do mesmo. Quando cheguei a areia comprovei meu receio, estava ventando pacas.

As ondas estavam lá, mas o vento estava causando. A “sorte” era que o vento, como previsto, estava terral, ou seja, soprava do continente, o que proporcionava um visual alucinante, tipicamente Havaiano.

Lá trás vi que a sorte não era bem sorte, o vento soprava tão forte que era quase impossível surfar, simplesmente o vento não deixava entrar nas ondas. Resultado, surfe escasso a manha toda.

O legal mesmo ficou no reencontro no mar de dois velhos amigos que a muito tempo não dividiam o outside, e juntos puderam apreciar o espetáculo proporcionado pelo vento.

A manha passou extremamente rápida, entre entretidos papos e momentos de silêncio, não aqueles momentos de silêncio constrangedores, mas sim, momentos de pura apreciação do momento. Afinal, o visual estava cinematográfico.

Depois do surfe, e uma despedida tipicamente caiçara, um ainda dentro do mar e o outro já lá no inside, cada um seguiu seu rumo, um para Sampa, e eu para a casa da praia. Cerveja e churrasco me esperavam, assim como, amigos, a mulher amada e minha filhota e sua amiguinha.

Um bom final de semana, com bom surfe, bons jogos, boas risadas, pena que hoje já é terça e o estresse de uma vida “aprisionada” ao comum e ordinário acaba por tomar conta do coração e da alma. Ainda bem que faço o que amo, imagino as pessoas “presas” em trabalhos e rotinas fazendo coisas que odeiam, eu não agüentaria. Sorte a minha!

quinta-feira, 10 de junho de 2010

O Blog dos “zero” comentários.

Não me levem a mal, mas é estranho escrever tanto sem obter respostas, mesmo que esporádicas, sobre um bom texto, ou sobre um texto ruim.

Tenho saudades de abrir meu blog – coisa que faço todos os dias – e encontrar um comentário, alguém dividindo um pouquinho as coisas ditas por mim. Sinto-me sozinho neste blog, sinto que escrevo e ninguém lê.

Sei que tenho visitantes, sei até que tenho seguidores, afinal Lucas e Berbel aparecem como meus fieis seguidores no final da página, mas e os outros, quem são? Será que existem?

Não estou criticando, muitíssimo pelo contrário, não é o intuito desse texto, a idéia deste, é conversar um pouco, saber se gostam ou não do novo deslizando nas ondas, se gostam dos meus textos e da forma que venho escrevendo.

Sei lá, de repente me veio na mente o título desse texto, o Blog dos 0 comentários, afinal, todos os textos acompanham ao seu final aparece, 0 comentários.

Quem sabe aparece um por ai...

Essa semana já começa a Copa, sábado ia ser dia de surfe, mas Argentina e Nigéria vão me obrigar a ficar em casa, tudo bem, o mar ia estar uma enorme batedeira esse final de semana, previsão, passar dos 4 metros de onda no domingo, como não tenho um Jet-Ski para fazer Tow-In (surfe rebocado), vou ficar no conforto do meu lar.

E para todos os casais de namorados que lêem este humilde blog, desejo que sábado seja um lindo dia para vocês, mas cuidado, com as enormes filas nos restaurantes e em outros lugarzinhos estratégicos, paciência, afinal, somos muitos nessa megalópole, mas dica, um vinho tinto nesse frio vai bem!

Até...

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Dia de Fúria


Já aviso: Este é um texto pesado, com palavreados pesados, é um texto denso e odioso, de um momento ruim que passei antes da semana do feriado. Várias e várias re-li esse texto pensando se o postava ou não, a realidade é que nunca me privei de nada, e por esses princípios este texto vem a ser publicado, não fique envergonhado caso não queira ler-lo, são apenas palavras humanas ditas (ou escritas) em um dia de fúria.


UM DIA DE FÚRIA


As vezes tenho vergonha de ser um” humano”, somos cheios de ponpa, verdadeiros, que possuem o dom de pensar, imbecis – eu penso em minha cabeça. Nada disso importa. As vezes gostaria de ser uma ave irracional e viver lá em cima alheio de toda essa merda daqui de baixo.


A verdade é que existem pessoas boas no mundo, disso eu não tenho dúvida, mas que todas as coisas para estas pessoas são mais difíceis, são, e também, são sempre ordinários os resultados. Bom mesmo é ser do mau, foder com as pessoas!


Ética? É o escudo desses caras, e atrás de falsos valores que estes ratos se escondem e assim que podem, te metem uma bala nas costas.


Como diria o verso da música do Korn que escuto agora, “God make me a Iron Man”, “Deus me fez um homem de ferro” essas balas não me matam, mas me ferem profundamente, as feridas cicatrizam, mas a bala fica e nunca me esqueço do “humano” que estava por detrás da pistola.


Pistola, sistema, corrupção, inveja, que porra é tudo isso? Fomos nós que inventamos, mas não se esqueça de somar a violência inescrupulosa, o trânsito, dos vazamentos de óleo que ninguém liga, que mundo é esse, PARA PORRA, Para que eu quero descer!


Descer? Não, não, não, melhor, eu quero um abraço, eu quero amor, para lavar um pouco todo esse ódio que me consume nesse momento, para conseguir engolir mais essa maldade e voltar a salivar, para voltar a respirar o mais puro oxigênio, por que não agüento mais respirar esse ar podre que entra no meu organismo nesse exato momento.


Queria ter asas, queria poder levar todos aqueles que me amam, todos aqueles que eu amo, todos aqueles que são bons de coração e espírito para bem longe, para longe de crises, drogas, putas, ratos, subornos, dívidas, para um lugar onde possa cortar um pé de alface ou tomate puro, vindo da terra, sem agrotóxicos e outras merdas, onde possa sacrificar um animal para me alimentar e alimentar todos os meus entes queridos, falando ao seu ouvido o quanto ele foi valente e é importante para minha família, que sua morte não foi em vão, como os antigos índios faziam.


Como queria ter asas, para nunca mais ficar preso em uma lata de ferro com rodinhas, num transito infernal e sem sentido. Queria poder sumir, e aparecer novo em folha, como se nada tivesse acontecido. Queria poder impedir que alguém bom sofresse de maldades alheias, que pudesse evitar a inveja.


Queria poder viver leve, sem saber que existem pessoas que me odeiam que apenas querem o meu mal, simplesmente por que de alguma fora se amedrontaram. Queria poder extinguir o ódio, o medo, a inveja e a cobiça, queria poder viver em um mundo perfeito.


Queria, mas não posso. Queria que meus filhos vivessem em um futuro tranqüilo cheio de amor, mas não adianta nem sonhar, por que essas merdas sempre existirão enquanto nos “humanos” formos o topo da cadeia alimentar, e não adianta chorar.


Levanta porra! Lembro-me de Balboa, “A vida nos derruba e valente é quem sabe levantar-se de novo, e de novo, e de novo, e de novo”. Então, levanta porra! Esse foi o mantra que me moveu o dia todo, e já to de pé. “Amigo” você não me derrubou, e não vai me derrubar, continuo em frente, mais uma ferida fechou-se, mais uma cicatriz nas costas, mais um rosto puto na memória.


Dia de fúria!? Passou, hora de abrir uma cerveja, afinal, já estou rodeado de bons seres humanos, pessoas de verdade.


Fé? Abalou, não posso dizer que não, não vejo o mundo da mesma forma, mas ainda acredito em uns poucos que podem mudar esse mundinho imundo e safado!


Levanta porra!

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Finalmente, paz...

Sábado foi dia de surfe.

A gripe maneirou e mesmo com o nariz ruim não Sampa não conseguiu me segurar e ficou para trás no retrovisor do carro. A cada quilometro longe da selva de pedra parecia um alivio, simplesmente por que a imagem do estresse estava distante.

A chegada na praia é sempre um evento a parte, aquela puta apreensão para ver se tem ou não tem onda, para ver se a previsão acertou ou não, é sempre uma mistura e pânico ao descer do carro e checar o horizonte.

Dessa vez elas estavam lá, e estavam maravilhosas.

Corri de volta para o carro e em um pulo já estava lá remando, eu e meu irmão, loucos para surfar e surfar. O que realmente aconteceu, foi uma das melhores sessões de surfe do ano, tinha simplesmente altas ondas.

Quando furei a última onda, surge uma parede enorme se formando bem a minha frente, olho para meu irmão e ele só manda, “inaugura a manha mano!”, desci aquela onda ainda meio ofegante da remada ao fundo, mando uma rasgada na crista da onda, e termino me jogando já que a onda não me esperou para a finalização.

Sacode, sacode, sacode, e oxigênio, oh delícia, nada como uma onda animal e essa sensação do oxigênio rasgando a garganta e os pulmões.

Amanha foi toda assim, um surfando e o outro assistindo, cada um fazendo o que sua habilidade permite, e arrepiando as ondas. Direitas, esquerdas, água voando contrastando com a luz do sol.

Dessa vez foram poucas horas de surfe, ao contrário do que estávamos acostumados. Geralmente 4 horas no mar é pouco, dessa vez ficamos um pouco mais de 2 horas e meia. Mas a sensação foi de surfar horas e horas.

Fazia muito tempo que depois de uma manha de surfe eu não ficava com a sensação das ondas, do mar, das manobras em minha mente, fazia tempo que não saia tão aliviado do mar, fazia tempo que não surfava e me conectava tanto com o mar. Fazia tempo...

A volta foi animada, o som estava em um volume mínimo, e o que embalou a volta foram altos diálogos, sobre um monte de temas que muito não importavam, mas acho que a saudade de 2 irmãos que pouco se vêm foi o que motivou tantos assuntos, tantas risadas, e tantos micro-momentos de silêncio.

Foi com toda a certa a viagem mais sensacional nos termos de sensações vividas dos últimos tempos, simplesmente por não ter sido nada forçado, nada sério, nada com que se estressar...

“Altas ondas” era tudo o que eu achava que necessitava...

Eu necessitava fugir um pouco e precisava da companhia do meu irmão para isso, e claro um mar perfeito... Precisava de uma junção de fatores, que definitivamente aconteceram nessa manha ensolarada no litoral paulista.

Os: Feliz aniversário maninho, que amanha (18/05) seja um grande dia para ti, que esses 21 aninhos seja muito felizes, cheios de amor, carinho, surfe, música, cerveja, festas, boas notas, de bons trabalhos, e como não de grana! Parabéns velho!!! uhuuuuuu

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Bagunça mental?

Pô tem dia que é difícil não éh? Tenho certeza que muitos sofrem com essa rotina duríssima, ainda mais agora acompanhada de um frio estúpido. Não que esteja reclamando do frio, até por que eu sou um amante incondicional do frio. Prefiro mil vezes esse friozinho a ficar suando como um porco o dia todo.

O problema é que esse tempo acaba derrubando a gente, vacilou, gripe.

Vacilei, e fiquei gripadão, mas não, de jeito nenhum, não posso ficar gripado, afinal estou na famosa vida paulistana de trabalho + trabalho + estudos = INFERNO! Gripe só piora a equação é o famoso X que ninguém consegue descobrir, mas enche as paciências.

Não, calma, não estou revoltado, estou apenas com saudades do mar, saudades de ter um tempinho para rir calmamente, para relaxar, afinal, 2 dias na semana depois de tantas horas de trabalho passam tão rápido que se você piscar demais os olhos, Bum, acabou.

Ontem depois de comemorar quase 8 anos de namoro, no Japa preferido (alias, muito bom escapar um pouco da rotina com a melhor companhia possível), comecei a sentir aqueles típicos sintomas, dor no corpo, nariz quase que explodindo da pressão da básica sinusite, e a testa quente. Pronto, resposta a isso? Remédios. Como eu falei antes, nada de ficar doente, não agora.

Afinal sábado é dia de surfe, e ficar doente só atrapalharia tudo.

Ainda bem que depois de me cuidar um pouco, senti que a gripe já recuou, ficando apenas aquele maldito resfriado, mas tá tudo certo, o importante é continuar.

Agora, hoje é quarta, tenho coisas da faculdade ainda para fazer, mas falta muita vontade de começar, não sei, mas acho que hoje não vai ser dia de estudos, ainda não sei, talvez ainda apareça aquela motivação estranha para ajudar. (?)

Éh, hoje é quarta feira, tem São Paulo na TV contra o Cruzeiro, mais mau humor? Provavelmente, ainda mais depois da palhaçada do Dunga ontem, sei lá, mais uma coisa que não sei o que dizer, afinal, o que dizer de um fulano que leva para copa 6 volantes? Posso apenas imaginar que esta será a seleção brasileira mais retranqueira de todos os tempos.

Quanto ao São Paulo? Fernandão estreando ao lado do Dagoberto? Xi, sei lá de novo. Só vendo para saber.

Só quero surfar sábado.

Acho que é isso, defini o meus sentimentos agora.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Campeão WCT Brasil 2010 - Jadson André

Leia o texto completo abaixo.

Promessa?

Jadson André, 20 anos. Provavelmente muitas pessoas não façam a idéia de quem seja esse brasileiro nascido em Natal. Provavelmente essas pessoas também não são fãs das competições do surfe. Mas esse “moleque” fez história hoje.

Em Imbituba, Santa Catarina, estava acontecendo a 3° etapa do World Tour, (o antigo WCT), e mais uma vez, como no ano passado a final foi entre um brasileiro e o mago das ondas com 38 anos, Kelly Slater.

Ano passado, para aqueles que não sabem, Adriano de Souza fez a final com o americano, porém não conseguiu vencer-lo, mas este ano, a história foi diferente. Jadson André conseguiu erguer o troféu em areias brasileiras após 12 anos de jejum.

Jadson esta em seu primeiro ano na elite do surfe mundial, geralmente é um ano de adaptação as viagens, aos novos critérios de julgamento, a surfistas extremamente competitivos, mas após três etapas o potiguar resolveu mostrar o por que estampou tantas paginas da mídia especializada.

Primeira final, primeira vitória e 4° lugar no ranking geral da ASP (associação de surfistas profissionais). É simplesmente impressionante, nunca antes, um surfista brasileiro havia ganho um evento logo em seu primeiro ano competindo na elite.

Vamos ver como ele segue o ano, como vai pesar esse troféu nas costas desse menino, espero que seja positivo, por que o que mais se espera é que um dia o Brasil consiga o sonhado titulo de melhor do mundo, algo que sempre parece perto, mas na realidade esta longe.

Adriano de Souza vai ter um tempo agora, longe dos holofotes, o que pode ser bom, para abaixar a pressão e ver que não é o único potencial brasileiro, talvez assim, podendo colocar os pés um pouco no chão e trabalhar mais, para conseguir voltar com tudo, já que esta na 8° colocação no momento.

Kelly? Aos 38 anos esta mais vivo do que nunca no mundial, afinal, esta com um 9° na primeira etapa, um 1° na segunda e um 2° lugar na terceira etapa no ano, e no momento se encontra tranqüilo na 1° colocação do ranking geral, ta bom, ou quer mais? Será que o Deca-campeonato esta próximo?