"Surfar é uma arte e há muitas linhas diferentes para desenhar em uma onda" Kelly Slater







sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Bom feriado

E ai galera...

Nossa, passou bastante tempo desde meu último texto, mas isso vai acabar, já estou trabalhando num texto, mas ele esta meio complicado, simplesmente por que seu tema é difícil de responder. Mas vira na hora certa. Tenho certeza.

Mas agora a cabeça esta em apenas uma coisa, no FERIADO!!! Apenas uma manhã de trabalho me separam de momentos de liberdade, de surfe, de praia, de cervejas, de risadas, e tantas outras coisas que conseguimos apenas quando nos sentimos livres!!!

Um ótimo feriado a todos!!!

terça-feira, 24 de agosto de 2010

O Absurdo da Política Brasileira.

Não sei quanto a vocês mas não consigo ver a menor graça nas campanhas de nossos candidatos ao governo.

Caras como o Tiririca e seu slogan de campanha “com o Tiririca, pior não fica” não me causa graça, me causa desespero. É o retrato de como a política nesse país não é sério, e de qualquer um pode se candidatar a qualquer cargo público.

Segundo as estatísticas das eleições 2010, que pode ser vista no site do jornal “O globo” (http://oglobo.globo.com/blogs/javoto/posts/2010/07/27/estatisticas-eleicoes-2010-grau-de-instrucao-dos-candidatos-311479.asp) temos:

“Apenas cinco candidatos declararam-se analfabetos, e 114 inseriram-se na categoria “lê e escreve” (0,6% do total). Em torno de 10% dos políticos parou no ensino fundamental completo ou incompleto, e outros 28% chegaram ao ensino médio, mas não fizeram nenhum curso superior. Por fim, 10,7% das pessoas que tentarão a eleição em outubro protocolaram que possuíam educação universitária incompleta”.

Ao ler esse tipo de notícia me embrulha o estomago, como um cara que não sabe ler e escrever direito pode trabalhar como deputado federal, por exemplo, que tipo de leis ele poderá discutir, como ele poderá interpretar algo, por que a idéia no Brasil de alfabetizado é do cara saber escrever seu nome e de poder ler-lo, não de ter senso crítico e poder interpretar textos.

Então meu caro Tiririca, com você lá, piora sim, e muito, assim como tantos outros candidatos que estão embarcando nessa de ser político para ver se conseguem ter uma aposentadoria mais farta, ou você realmente acredita que sairá algo bom de um Tiririca, um Netinho (para senador), da Mulher Melão, do Reginaldo Rossi.

Antigamente o principio de que qualquer cidadão poderia representar a população em um governo democrático era perfeito, mas hoje em dia não vejo como a democracia possa ser conduzida dessa forma. Não é qualquer um que pode resolver virar político do nada.

Acredito que deviam ser feitas leis das quais restringissem a candidatura desses caras, afinal, já basta ter que aturar-los no dia-a-dia. Acredito em 2 coisas: ou o fulano tem envolvimento com a Política a muito tempo, ou então que esse no mínimo tenha nível superior completo com algo relativo a política, seja economia, ciências sociais, administração. Sei lá, o que não pode é esse monte de palhaços se candidatando, e o pior é que um monte de gente vai votar nos caras, e eles vão entrar e vão rir de nossas caras de palhaço enquanto enchem o bolso.

Enquanto isso, o povo se diverte com o Tiririca e sua campanha, mas depois... Ai veremos...

Surfe no asfalto.



Os tempos têm andado exigentes comigo, muito trabalho, pouco tempo livre e nada de ondas. A abstinência da água salgada já perdura por 2 semanas, e as previsões nada animadoras deixam ainda mais o coração apertado e a pele ressecada.


Essa abstinência pode ser mais um motivo pelo qual hoje acordei destruído, com febre, muita dor no corpo e uma sinusite devastadora causada ela estiagem que castiga a cidade de São Paulo, que marca menos de 20% de umidade relativa no ar. Tenso.


Mas nem tudo é desespero. Nesses últimos finais de semana tenho trabalhado na Oca, no parque Ibirapuera, representando uma das escolas que trabalho em um estande muito legal (vale a pena conhecer e visitar também a exposição Corpos em Movimento que é sensacional). Mas olhava para o parque e pensava, queria estar livre para aproveitar um pouco isso tudo.


Nesse último domingo, tomei coragem e resolvi arriscar. Acordei cedo para trabalhar e ao tomar meu café da manhã penso comigo mesmo, e se levasse um skate para o parque, será que conseguiria aprender algo? Ou será que me mataria?


Não sei bem o que me deu, mas quando descia a rua de casa para ir ao ponto, o skate estava na mão. Ainda bem que meu amigo que esqueceu a tempos em casa, por que ainda não possuo um. Mas quem sabe.


Quando chego ao Parque, estava na hora da verdade, coloco o skate meio tímido no chão e subo nele ainda meio sem jeito, coração a mil, adrenalina total e medo de me arrebentar. Aos poucos tudo isso vai passando e dando lugar a uma sensação gostosa de prazer. Logo encontro uns declives no Parque, dos quais me imaginei surfando, tentando fazer cavadas no asfalto.


Chega, hora de trabalhar, me dirijo a Oca e 6 horas e meia depois... Saio da Oca e resolvo andar mais um pouco, já estou sem medo, apenas receoso, para não cair e me machucar, afinal, estava sem nenhum tipo de proteção.


Achei uma descida legal, desci e senti a velocidade, vento na cara e também que o eixo do skate com velocidade mexia e desalinhava dando a sensação de andar de lado, a La caranguejo. Medo.


Já vou tomando meu rumo para casa, quando vejo a Av. Brigadeiro Luis Antonio vazia, e não deu outra, skate de novo no chão, e passeio livremente pela pista.


Depois de uma tarde dessas, de quando enfrentamos nossos medos, o que vem depois é uma sensação de liberdade incrível.


A verdade que surfei pela primeira vez na cidade grande, e a sensação é muito boa, não acredito que seja a mesma sensação de surfar nas ondas, mas esse surfe de asfalto me fez bem, e me deu a liberdade que necessitava para tocar a semana, mas quem iria saber, que 2 dias depois acordaria mal e tivesse que ficar “de cama”, vai ver que foi muita emoção... (rsrsrs).

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Chega de preconceito!


O preconceito chega a seu extremo. A verdade é que tem muita gente não gosta da galera do Skate, pronto, esse é o fato, e procuram um monte de “meias verdades” para justificar o que é injustificável, o preconceito com essa galera.


Depois que entregaram a reforma das calçadas da Av. Paulista em São Paulo, a galera do skate logo viu que era uma pista em potencial, porém essa galera não anda toda a hora, eles andam principalmente de madrugada, onde as ruas e calçadas ficam menos movimentadas, tendo uma “segurança” a mais, porém, ficou proibido andar por lá.


O “gerente” da Av. Paulista, (fala sério, só aqui mesmo), proibiu a prática do skate ao longo da avenida, e pior, arrisca andar lá, se passar uma viatura, é uma complicação só, vai tomar “geral” dos policiais, que como já se sabe, nunca são muito cavalheiros quando se trata de uma garotada que usa roupas largas, brincos, percings, tatuagens, etc.


Porém se já é difícil praticar esse esporte, já que existem poucas pistas de skate construídas, e que a febre desse esporte é explorar o que a cidade pode oferecer, livremente, a câmara municipal aprovou ontem (04/08/2010) a proibição da prática do skate em calçadas da cidade.


Ainda esse projeto que foi iniciado pelo vereador (QUADRADO) Adolfo Quintas do PSDB, que acredita que a prática do Skate, põe em risco a integridade das pessoas, fala sério vereador!!! O que realmente coloca em risco a integridade das pessoas, são as péssimas calçadas de São Paulo, todas quebradas, sem nenhum padrão de tamanho ou forma. O skate é o de menos.


E outra, o filho da Atriz global, Cissa Guimarães, músico e praticante do Skate, morreu atropelado a poucas semanas atrás justamente por estar no lugar errado na hora errada, procurando um lugar seguro para andar de skate, na madrugada do Rio de Janeiro. E quando pensava que iam fazer algo pela galera, apareceram com essa PROIBIÇÃO! (Odeio essa palavra)


Acho engraçado, que depois de tantas e incessantes campanhas para a prática esportiva, parte do governo a proibição da prática esportiva. Segundo pesquisas, em São Paulo, hoje o Skate é o 2° esporte mais praticado, perdendo apenas do futebol. E agora me pergunto, onde essa rapaziada vai andar com seus carrinhos?


Espero que o prefeito Kassab tenha a decência de vetar esse projeto, mas não sei por que, algo me diz, que ele vai assinar embaixo, afinal, que tipo de infância esses caras devem ter tido, provavelmente nunca subiram num skate, ou então, subiam e caíram, ralaram o cotovelinho e nunca mais tentaram de novo. Só pode.


Fico imaginando a irá da galera do skate nesses momentos, não sou praticante, simplesmente por que não tenho a habilidade para tal, mas não desisti de ter o meu ainda e me juntar essa galera, afinal esses carrinhos tem tudo a ver com o esporte que mais amo, o surfe.


Vida longa ao Skate e aos esportes radicais que incomodam os políticos almofadinhas que nada entendem da cultura e da história que existe por trás dessas modalidades. E que essa proibição seja combatida com a rebeldia que é natural desse esporte, espero ouvir ainda pela cidade o barulho das rodinhas deslizando pelas ondas de asfalto paulista!

Confira a notícia na folha de S. Paulo:

www1.folha.uol.com.br/cotidiano/778146-camera-de-sao-paulo-quer-vetar-skates-sobre-as-calcadas.shtml

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Acabaram as férias...

Caros leitores, gostaria de me desculpar pela falta de atualizações, porém minhas férias acabaram e com elas o tempo que tinha para produzir vários textos por semana. Mas continuarei escrevendo pelo menos todas as semanas...
Abraços

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Bustin Down The Door


Rabbit, Mark e Shaun.

A idéia de mudança esta sempre presente em nossas mentes, mudar, construir algo novo, otimizar o já existente, melhorar, proporcionar uma vida melhor para as pessoas que estão próximas, ou simplesmente, mudar para viver um sonho.

Mudar traz problemas. Mudar traz desconforto. Mas mudar também pode trazer prazer e realização. Mudar pode trazer consigo sorrisos, gargalhadas, mas também, lágrimas de quem sofreu, por um sonho, por um ideal.

Essa história é de 3 rapazes que optaram por mudar e por viver intensamente seus sonhos. Este clã formado por 2 australianos e um sul-africano quebrou barreiras, incomodou muita gente e com certeza mudaram muita coisa, afinal eles criaram um esporte chamado Surfe.

Até então, o surfe estava perdido. Perdido por que não pertencia a nada, era uma tribo independente, mas que também não fornecia muito ao mundo, pensando quem no final dos anos 60, tínhamos comunidades como a dos hippies que lutavam pela liberdade, e defendiam seus “amigos” convocados para mais uma estúpida guerra norte-americana (Vietnã).

Os surfistas alienados eram um conjunto de diversas tribos, porém o que mais tinham, ou que forneciam era a liberdade associada com a natureza. Mas mudanças estariam por vir.

Dois australianos começaram a destacar-se em suas ondas nativas, um deles era Wayne Bartholomew, conhecido como Rabbit. O outro, era Mark Richards. Ambos possuíam uma nova forma de surfar as ondas, tinham em seus corações uma atitude nunca vista até então no coração de um surfista, eles simplesmente eram mais que simples surfistas, eles eram os melhores.

Ao descobrirem que era no Havaí que estavam as melhores ondas do mundo, logo, arrumaram uma forma de irem para lá. Uma forma por que não eram cheios de grana, muito pelo contrario, Rabbit tinha uma experiência de vida, muito comum de países de 3° mundo, porém, ele com uma família de várias irmãs e sem pai (separado), era o homem da família, e até roubar para alimentar-la ele fez. Errado, mas quem sou para julgar...

Entre idas e vindas, a primeira temporada no Havaí chegou. Mark e Rabbit logo se juntaram ao sul-africano, que talvez possuísse um dos estilos mais bonitos da época. Shaun Tomson.

Era 1974. A mudança começava.

Eles queriam apenas uma coisa, serem os melhores do mundo. Porém o surfe ainda não era um esporte profissional como o de hoje em dia, o surfe era surfe, sem propósito, sem responsabilidade, era apenas o que cada um fazia dele, era apenas surfar ondas, mas não para eles.

No Havaí, naquela época começaram os primeiros torneios, um deles era para homenagear Duke Kahanamoku, o pai do surfe havaiano. E o outro torneio era o Smirnoff Pro.

Os três destemidos garotos quebravam as ondas, a realidade é que mesmo os melhores surfistas havaianos não chegavam aos pés dos 3, era incrível a velocidade, a radicalidade, e a atitude daqueles moleques gringos, porém, nada disso era relevante, já que, para competir nesses torneios, necessitavam ser convidados.

Eram apenas 24 convites, e todos para surfistas havaianos.

1975. A mudança chegava.

Um convite para o grupo foi dado. Mark Richards era o escolhido, porém, o preço a pagar era de 50 dólares, dos quais, Mark não possuía nem um. Nesse momento, Rabbit, diz “eu tenho”, mas não para ele. Rabbit coloca Mark na água. E este vence quase todo mundo. Logo de cara.

1976. Mudou.

Nesse ano, todos os meninos estrangeiros entram nas competições havaianas, e entre eles, vencem tudo. Mark vence o Smirnoff Pro, Rabbit o campeonato em homenagem a Duke, e Shaun Tomson, vence o Pipeline Masters (que existe até hoje).

Acabou, os gringos dominaram o Havaí. Chegaram e mesmo sem serem chamados Derrubaram a porta da frente. Ficaram famosos, não tinham um titulo mundial, até por que isso ainda não existia, porém ganharam o que tinham para ganhar. Fama, reconhecimento e entrevistas polêmicas começaram a acabar com o conforto deles em terras estrangeiras.

Rabbit e Shaun, fizeram muito sucesso e falaram muito, na qual refletiu mal entre os locais havaianos, até o ponto de que eles estavam banidos das praias, não podiam surfar mais lá.

Bom, até que era “correto” a postura havaiana, afinal, era um país que foi tomado pelos americanos, seus costumes estavam desaparecendo, as poucas coisas que sobravam eram as ondas, das quais esses caras também estavam dominando, e ainda, falaram para quem quisesse ouvir que eles eram os melhores, eram os “números 1”.

Porrada! Ponto. Essa foi a solução. Ameaças de morte, perseguições, colocaram tanto medo, que ambos tiveram que se esconder na ilha. Não podiam fazer nada, sair é perigoso demais.

Mudar é perigoso, mas naquele momento, era enfrentar a situação ou então um sonho morreria.




Mark Richards

Eddie Aikau surge.

Esse nome tem muita história dentro do surfe. E que não sabia era desta história que conto agora:

Eddie encontra Rabbit que a dias dormia dentro de um bosque perto da praia, sem banho, sem comida, sem nada. Eddie o leva até um hotel prometendo-lhe resolver todo esse enorme problema.

3 dias depois, Rabbit desce do quarto do hotel com Eddie até uma sala de reuniões, lá ele encontra seus dois amigos, Shaun e Mark e mais umas cento e poucas pessoas, loucas para lhe arrancar o couro com uma colher. Era a morte certa.

Eddie consegue colocar todo aquele nervosismo em uma discussão racional, da onde chegasse ao ponto que todos os estrangeiros percebem seus erros, percebem que deviam mais respeito, que deviam entrar em sintonia com tudo aquilo. Mudar sim, mas respeitando a cultura de um país que eles não compreendiam.

A verdade é que Rabbit e seus amigos morrem aquele dia. Não fisicamente, mas aquela repressão de alguma forma, mata um pouco de seu espírito, de sua atitude nas ondas. Mas pelo menos, o ar ainda entra em seus pulmões até hoje.

No final dos anos 70.

Finalmente o sonho dos 3 acontece. Surge um circuito mundial. Em seu primeiro (1976) ano Peter Tomnend outro australiano vence por conseguir uma regularidade incrível, porém o segundo ano (1977) é vencido por Shaun, confirmando seu sonho.

Ano seguinte (1978) a vitória de Shaun, é a vez de Rabbit vencer, comprovando que tinha realmente nascido para ser o melhor do mundo. E depois, já com uma nova revolução de pranchas, Mark Richards com sua bi-quilha inicia um longo domínio, vencendo 4 vezes consecutivas o circuito mundial.

Não há volta.

Depois de Rabbit, Mark e Shaun, o surfe nunca mais foi o mesmo. Eles derrubaram a porta da frente e enfiaram goela abaixo seus sonhos, o sonho era fazer o surfe ser esporte e que seus amantes e seguidores pudessem viver disso. Naquela época a idéia de viver do surfe era pagar as contas e ganhar pranchas novas de seus patrocínios, acho que naquela época eles nunca imaginavam que o surfe chegaria a cifras milionárias de hoje.




Shaun Tomson

Mudar.

Sempre temos vontade de mudar alguma coisa em nossas vidas, porém quase sempre arrumamos argumentos, muitas vezes extremamente convincentes para não fazer aquilo que realmente queremos. Mas acho que as vezes devemos derrubar a porta mesmo antes de sermos convidados, e simplesmente entrar em uma vida nova, mudar.

Mark, Rabbit e Shaun, colocaram suas vidas em risco por um sonho, por um sonho deles, algo que eles acreditavam, como mudar a cara do surfe e transformar-lo em um esporte. Mas quantas pessoas já lutaram e até mesmo deram a vida por uma mudança? Acredito que muita gente já o fez.

Não acredito que todos são dignos de proporcionar mudanças a humanidade, ou então, mudar completamente a forma de pensar sobre alguma coisa, mas você pode mudar, qualquer um pode mudar alguma coisa.

Assim, o que quero deixar depois deste longo texto é que mudar é possível, porém saiba que se você enfrentar todo o desconforto, os perigos, a dor, e o peso de mudar, com certeza o resultado final serão lágrimas, lágrimas por que naquele momento mais difícil em vez de fugir você levantou, estufou o peito, e disse: Eu vou mudar, eu acredito.


Wayne Bartholomew

“Seja você mesmo, mas não seja sempre o mesmo”. Gabriel “O Pensador”.

Texto inspirado no filme “Bustin Down The Door” de Jeremy Gosch, inspirado em Wayne “Rabbit” Bartholomew e produzido por Shaun Tomson, de 2008.





domingo, 18 de julho de 2010

Bafana-Bafana Surf


Não me lembro de um campeonato de surfe, principalmente etapa do World Tour, ter sido realizada de forma direta sem nenhuma interrupção, como aconteceu agora na África do Sul. Terra de altas ondas em grandes surfistas do passado e do presente.


A verdade é que Jeffreys Bay já foi palco dos maiores confrontos da história do surfe mundial, primeiro, (que tenho conhecimento, por favor, conhecedores mais antigos, me ajudem aqui), os confrontos entre Occy e Curren, que marcaram gerações, o rei do estilo contra o touro indomável, tanto que houve em alguns campeonatos baterias especiais entre eles, sendo que Curren ganhou todas até o momento.


Mas hoje, após de dias de ondas clássicas, um local levantou o caneco, pois é! Uma das maiores promessas do surfe mundial ainda não havia tido a oportunidade, ou melhor, não havia ainda confirmado toda a expectativa criada sobre ele.


A verdade que muitas vezes na hora que o bicho pegava ele sumia, perdia baterias que não perderia se simplesmente tivesse mais calma, mas tudo bem, podemos despejar essas inseguranças em sua idade baixa, 22 anos.


O Sul Africano trouxe muita alegria aos fanáticos torcedores de sua terra, depois de surfistas como Martin Potter e Shaun Tomson, Jordy Smith junta-se a nata do surfe de seu país e do mundo.


Jordy surfou o campeonato como sempre surfa, com porradas insanas, velocidade e curvas fortes. Mas vou falar uma coisa, realmente não sou fã do surfe do grandalhão, pois é, muitos podem descordar, mas sou fã incondicionável do surfe com classe e estilo.


Tá tudo bem, o cara não é descoordenado, ou então um asno surfando, sim ele tem muito estilo, é calmo, mas não sei, talvez estilo não seja o verdadeiro motivo pelo qual vejo o surfe dele e penso: - É surfa bem né, mas....


Gosto muito mais do surfe do Dane Reymond, por exemplo, acho muito mais bonito de se ver, a radicalidade dos dois, é igual, mas tem algo diferente, uma postura talvez, ou então, uma postura corporal diferente, não sei bem, talvez seja simplesmente por que Jordy é alto pra caramba e parece um minhocão surfando.


Mas não podia ser mais justo nesse campeonato a vitória desse garotão, afinal, como o Jadson aqui, nada mais gostoso para aqueles que vão a praia ver o campeonato que um ídolo local levante o caneco!


Agora, uma coisa esta me deixando meio confuso, antes, era fácil perceber uma onda melhor que outra, o julgamento das baterias nunca foi uma certeza exata, mas, ultimamente anda bem estranho, sei lá, algumas ondas durante o campeonato foram ultra-julgadas e outras sub-julgadas, sei lá, não entendo muito de julgamento, e tenho como se pode ver nesse texto mesmo, preferências quanto a estilo e surfe, mas tem certas coisas que não mudam, e nesse campeonato, senti que alguns surfistas ficaram fora sem merecerem tal destino. Mas quem sou eu...


Parabéns a Africa do Sul, que depois de uma Copa eletrizante ofereceu um campeonato de igual magnitude, e dessa vez se pode dizer que os Bafana-Bafana venceram!