"Surfar é uma arte e há muitas linhas diferentes para desenhar em uma onda" Kelly Slater







domingo, 21 de março de 2010

Ainda continua incrível!!!!



Que show! Acredito ser essa a expressão para definir a apresentação do Guns 'n Roses no último final de semana no Palestra Itália.


Todos fomos assistir um mito do rock, 40 mil pessoas lotaram o estádio palmerense para curtir clássicos insanos e muito rock and roll. A verdade é que dentre tantos fãs, estava incredulo, não acreditava em um bom show, e ainda havia a sombra de uma possivel não aparição da estrela da noite, afinal Axl Rose é o cara mais imprevisível da história do rock.


O show estava programado para começar as 21:30, porém a estrela da noite apenas deu as caras la pelas 00:45 da madrugada! Mas valeu a pena cada tortuoso minuto de espera.


Axl e sua banda começaram o show com Chinese Democracy, hit de seu novo CD, que por sinal é muito, mas muito bom (aos meus ouvidos). E como não poderia ser diferente, no meio da primeira música, escuta-se repetidamente a palavra STOP! O medo já contagiou a todos, afinal ele é muito conhecido por simplesmente pegar suas coisas e abandonar o palco. O motivo foi alguma coisa que um "fã" lhe atirou...


Passado o susto, foram mais de 2 horas de muito rock and roll, com direito a todos os clássicos da banda, e com muita raça, muita disposição Axl comandou a noite como nunca tinha visto.


E pode-se perceber a alegria do velho e gordinho Axl em tocar seus clássicos para a plateia paulista, comentando que naquela noite, era Sampa a capital mundial do Rock, e isso ele pode ter certeza, por que não existe público tão apaixonado pelo rock como os paulistas!


Foi incrivel escutar clássicos que foram trilha sonora da minha adolecencia, e posso afirmar mais do que nunca, hoje sou muito mais fã do Guns e do Axl que antes... Welcome to the jungle!!!!


Ps: Galera as atualizações agora serão de final de semana, já que no momento estou totalmente focado na minha carreira profissional, trabalhando em 2 escolas ao mesmo tempo, somado com a faculdade, o tempo esta muito escasso, sendo assim, vou procurar continuar colocando textos, mas estes serão mais espaçados, mas não deixem de curtir o blog... Conto com vocês, sempre... Abraços...

quarta-feira, 10 de março de 2010

São Pedro, trauma vencido?


Passaram-se meses desde nosso último e trágico encontro. E sem dúvida sobrou medo e mais admiração por aquela onda. Para mim (apesar de parecer até um exageiro) ela sempre me proporcionou uma mistura de medo e respeito e assim deve continuar por muito tempo.

Em nosso último encontro, em um dia de muito sol, tomei uma bela "vaca" ou caldo (se preferir) e quase fraturei meu pé esquerdo, isso por que dentro do turbilhão de água gerado pela onda, bati o pé contra a prancha, e logo percebi que tinha me dado mal. O pé inchado e quase não conseguia colocar-lo em contato com a areia da praia.

Horas no hospital e o resultado foi uma fissura em um osso do pé, nada realmente grave, mas foram longos 10 dias imobilizado.

Não me recordo exatamente o dia que foi, sei que foi algo como agosto ou setembro do ano passado e desde então sonho em surfar novamente essa onda, para acabar com esse trauma, mas no fundo continuava com medo, e assim, nosso encontro era sempre adiado.

Mas esse encontro acabou sendo marcado, até meio que de surpresa, neste último domingo. Durante aquele clássico bate e volta, estavamos no Guarujá e depois de surfarmos algumas horas na praia de Asturias, acabamos indo em direção aquela tentadora e perigosa onda.

Alguns quilometros por dentro do Guaru e mais alguns por dentro da reserva e chegavamos a praia de São Pedro. A entrada é simplesmente maravilhosa, a vista lateral da praia e as ondas quebrando nas pedras é contagiante e extremamente linda.

E lá estavam elas, alinhadas, fortes e azuis quebrando para poucas pessoas, ainda mais se tratando de um domingo de sol. Voltamos para o carro, pegamos as pranchas e saimos em direção as ondas de São Pedro.

Resolvemos entrar logo no canto esquerdo da praia, pelas pedras (geralmente entramos no meio da praia, mas nesse dia, lá era nosso "pico"), passamos logo a arrebentação e sentamos no fundo, a espera daquelas ondas.

Por incrível que pareça, não estava nervoso e muito menos pensando nesse reencontro do qual descrevo agora, queria surfar, queria pegar boas ondas e o mar estava maravilhoso para isso. Era apenas esperar pelas ondas certas que estas abriam e te davam todo o prazer do mundo.

E foi assim, ao longo de 3 insanas horas de surfe. Altas ondas surfadas, altas manobras, muita velocidade, "show de surfe".

Mais uma vez me encontrava acompanhado de um grande parceiro, Caio, com sua prancha mágica de quilhas novas, ah, alias, também estava estreiando quilhas novas, estas que vieram diretamente dos Estados Unidos para mim, presente do parceirão do surfe e vida.

Depois, do surfe, aquela ducha, arrumar as coisas, comer um lanche na padaria e seguir novamente para São Paulo. Estava simplesmente morto, depois de um total 6 horas de surfe, mais de 20 ondas surfadas, veio o sono dos justos.

Antes de cair profundamente no melhor sono possivel (quem pega onda, sabe, não tem nada melhor que aquela cochilada depois de horas no mar), lembrei-me da última vez que tinha surfado lá, que tinha me machucado, e ai veio o melhor momento, a daquele sentimento de vitória, finalmente tinha surfado bem em São Pedro, Guarujá.
Desse sentimento não vou me esquecer mais e já estou com saudades, quem sabe um dia nos encontramos novamente, mas até lá, vou sonhar com as ondas que surfei domingo...

quarta-feira, 3 de março de 2010

Big Brother e sua justiça

A rede globo mostra sempre um monte de coisas interessantes, uma delas é esse programinha banal chamado Big Brother. Infelizmente ou felizmente acabamos assistindo ao longo de nossa vida alguns episódios dessa novela real.

Ontem estava vendo esta 10° edição, era dia de eliminação e para ser bem sincero venho assistindo muito esta edição, talvez por uma série de coencidências, como, passa no horário que eu volto da universidade, nunca tem nada para ver nesse horário, entre outros.

Ai querendo ou não você começa a se apegar a algumas personagens desse jogo meio insano. Bom, o tema desse texto não é descrever o convivio social criado dentro de uma casa com várias pessoas isoladas do mundo, é escrever sobre uma votação em particular que me chamou muito a atenção.

Vou descrever brevemente a situação para que possam acompanhar meu raciocínio. Existe uma "briga" ou uma disputa entre 2 personagens, um deles é o Dourado (ex-participante) e Eliezer. Ambos fortões e com personalidades fortes, porém muito diferentes. Eliezer é "namorado" da Claudia, vulgo Cacau, que já conquistou o Brasil pelo bonito corpo que possui.

Bom, Dourado e Eliezer se odeiam, até ai, ok, porém dentro do jogo existem diversos níveis de oportunidades que os jogadores disputam, uma é a liderança da casa e a outra é o anjo (este imuniza alguém na votação para a eliminação).

Outra personagem deste jogo e muito polemica por sinal, é a Lia, que teve altas brigas com o bobão e grandão Eliezer e este disse em uma fervorosa discução que queria enfrentar ela em um paredão.

Beleza, deve estar pensando você, e o que eu tenho a ver com isso? Bom ai que entra uma coisa interessante. A Cacau foi o anjo da semana e imunizou seu "namorado" Eliezer. Dourado que não é nada bobo, resolveu (por um poder dado a ele) colocar a Cacau no paredão para punir a covardia de seu namorado, que afinou ao saber que a Lia já estava emparedada pelo Lider da casa.

Calma, já estou chegando ao que quero dizer.

O paredão acabou sendo formado por 3 participantes, e apenas um é eliminado. Dourado, Lia e Cacau disputavam a permanencia na casa e Eliezer ficou imunizado e fora da disputa. Sendo que dias atrás havia dito que queria enfrentar a Lia no tal paredão.

O público que assiste o programa votou durante 2 dias. E em um total de aproximadamente 90 milhões de votos (cada pessoa tem direito a um voto apenas) Cacau foi eliminada do programa com cerca de 67% dos votos.

Ai vem o meu raciocínio.

Cacau defendeu um cara que amarelou diante a possibilidade de sair.

Lia foi para o paredão, junto com Dourado e os 2 esperavam que Eliezer se junta-se a eles. O que não aconteceu.

Cacau foi eliminada, sendo que antes desse paredão, quem seria eliminada era a Lia.

O público votou, analisou, e tirou a Cacau, para que punir Eliezer que ficou como um banana.

Agora eu penso da seguinte forma: "mais que interessante votação. 90 milhoes de pessoas votaram de forma justa, de forma extremamente consciente, puniram um cara que não vale nada (pelo menos dentro do jogo), e como um Maluf (mais votado deputado nas últimas eleições) ou tantos outros politicos corruptos ou despreparados são eleitos?

Era justamente ai que queria chegar.

Para mim foi incrivel ver como num programa que não vale nada para a sociedade além de um entretenimento banal, houve uma votação tão coerente, e não venha me dizer que o publico que assiste o programa é a porcentagem culta deste país.

Este programa atinge a todas as classes sociais deste país enorme e 90 milhões de pessoas escolheram adequadamente seu voto e tiraram quem merecia sair. Como é que então se explica um falecido Clodovil no governo, um Arruda, entre tantos outros safados que governam esse país?

Talvez o senado, a camara de deputados, de vereadores, e todo o governo deveria ser filmado 24 horas dentro de uma grande casa, com o Bial narrando o jogo, com Big Fones, lideranças, anjos, quem sabe assim o brasileiro votasse melhor e fizesse justiça com seu maior poder, o voto.

Bom, depois que acabou o programa eu entrei nessa reflexão, engraçado é que o brasileiro não é burro, não é tão ignorante como as pessoas pensam, sabe muito bem analizar as coisas, talvez os interesses e a pressão da midia corrompa essas pessoas na hora de digitar se candidato nas urnas.
A experiência máxima esta chegando, este ano temos que escolher um novo presidente, um novo governador, quem sabe, as pessoas pensem na Cacau, no Eliezer, na Lia e no Dourado e procurem fazer a mesma justiça!?

Hmmmm, não sei não, afinal de contas, um Big Brother é mais legal, não vale nada mesmo, é pura diversão...

Algo a se pensar...


segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Cypher Vision – A Short Film.



Há um tempo, cerca de duas semanas, ou um pouco mais, não sei ao certo, encontrei durantes as minhas surfadas na internet um filme produzido pela Quiksilver que dura cerca de 14 minutos. 14 minutos formam um filme? Nesse caso sim.


A idéia inicial era de divulgar uma nova linha de bermudas da marca, mas na minha humilde opinião eles foram além. Em vez de divulgar simples bermudas, os produtores acabaram divulgando uma nova forma de mostrar o surfe.


Essa nova formula já vem sendo explorada em outros esportes durantes as transmissões televisivas, porém nunca tinha visto essa tecnologia sendo usada para mostrar as mais incríveis manobras de alguns dos melhores surfistas do mundo, sendo que esse time é encabeçado mais uma vez pelo Careca, Kelly Slater.


A fórmula mágica é simples. Pegar as melhores câmeras que existem, estas que já são chamadas de “super câmeras” e colocar-las dentro da água. O resultado é impressionante. Podem-se ver todos os detalhes, desde o posicionamento dos pés, até a musculatura do atleta trabalhando e toda a água voando em uma velocidade mínina. Um prato cheio para os amantes do surfe e daqueles que ficam o dia todo vendo vídeos de surfe tentando aprender alguma coisa.


O problema era que apesar do download ser gratuito, não conseguia disponibilizar o vídeo, porém esse problema é coisa do passado, hoje eu encontrei esse vídeo no YouTube, disponibilizado pela própria Quiksilver, e agora imediatamente já coloco aqui no blog para que todos possam desfrutar desses 14 minutos mágicos de imagens impressionantes.


Curtam muito.


O Link para download é: http://www.surfline.com/video/kelly-slater-quiksilver-cyphervision



sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Big Wednesday - Noronha

Foto de Aleiko Stergiou - Site Waves


A escassez de ondas no litoral paulista me fez olhar para outros mares. Semana passada aconteceu na paradisíaca ilha de Fernando de Noronha o 1° evento WQS (antiga divisão de acesso do surfe mundial, já que agora o ranking será unificado) 6 estrelas Prime, que rende a maior pontuação e grande premiação em dinheiro.


Por conta dessa grande pontuação (equivalente a um 3° lugar no circuito principal) vários surfistas de renome apareceram em águas Tupiniquins. Porém esse campeonato aconteceu com uma ondulação modesta e foi vencido pelo Top mundial C.J. Hobgood contra o brasileiro (ainda sem patrocínio) Raoni Monteiro.


C.J. Hobgood saiu do Brasil super contente, mas deve ter ficado um pouco amargurado caso tenha visto as imagens das ondas que apareceram em Noronha essa semana. Pois é, agora o palco é um pouco diferente, estava acontecendo uma etapa do campeonato nordestino, e as ondas resolveram aparecer, e apareceram gigantes!


Quarta-feira quebraram ondas de 5 metros em plena Cacimba do Padre. E os surfistas que estava presentes se esbaldaram nas paredes azuis de Noronha. O campeonato foi paralisado devido a situação perigosa que se mostrava o mar, mas algum gênio resolveu promover um “mini” campeonato, objetivo: pegar a maior onda e realizar a melhor performance.


Esse “mini” campeonato (que de “mini” não tinha nada) foi batizado de Big Wednesday, a idéia foi retirada de um dos melhores filmes de surfe de todos os tempos, que leva exatamente esse mesmo nome.


O filme de 1978, que inclusive já foi tema de texto neste blog, retrata a vida de 3 amigos na época da guerra do Vietnã, mostrando que mesmo com tantos problemas, de tantas mudanças, o surfe era “cola” que os mantinham juntos (alias, procurem este filme, por que tenho certeza que os amantes das ondas vão se apaixonar pelas imagens e pelo excelente roteiro do filme).


Voltando a Noronha, os surfistas entraram no mar com a “cara e a coragem”, sem auxilio de Jet-ski’s, apenas na força de seus braços e alma.


O resultado não importa tanto quanto o amor ao mar que esses surfistas têm, por que a premiação era de 3.000 reais para a maior onda e 2.000 reais para a melhor performance, esse valor não se compara a uma vida perdida no mar, então, eles não foram atrás de dinheiro, foram atrás das ondas e da gloria de descer uma bomba de 5 metros de altura na Cacimba do Padre com todo mundo vendo.


Saulo Junior e Bruno Santos foram coroados com a maior onda e melhor performance respectivamente e saíram do mar com a coroa de vencedores, mas todos os surfistas que encararam aquelas ondas mereciam uma medalha (no mínimo), pela coragem!


E pensar que aqui vivemos esse Flat (falta de ondas) por tanto tempo, tantos dias seguidos. Não digo que o ideal era que esses 5 metros de onda migrassem para cá, mas que viesse algum resquício, para fazer a alegria da galera por aqui, não seria nada mal.


O pior é que agora vem o maior feriado do Brasil, carnaval, de estradas lotadas, praias lotadas (e como sempre SUJAS), e o pior, aquele crowd infernal, mas o que se vai fazer, vida de surfista paulista é assim mesmo, quem sabe netuno não nos prepara uma surpresa e nos agracia com um mar épico em ritmo de samba!? Acho que vale a pena conferir. Bom carnaval a todos, juízo com a bebida e com as festas... Sambem muito, divirtam-se muito e se possível, boas ondas!!!

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Super Bowl ou Super Show?

Neste último domingo aconteceu o maior evento esportivo norte americano, o Super Bowl em sua 44° edição. Para quem não sabe o que é o Super Bowl, é a grande final do futebol americano.

Já conhecido por ser um mega evento, a cada ano eles se superam, e transformam uma “simples” partida em algo quase indescritível. E o resultado são milhões de pessoas ao longo do mundo grudados na telinha para assistir por algumas horas um bom jogo de futebol americano.

Realmente eles possuem o conhecimento de realizar espetáculos... Quem sabe isso não inspira um pouco os organizadores dos grandes eventos que teremos aqui no Brasil.

Coloco 2 vídeos abaixo mostrando o “pequeno” show realizado durante o INTERVALO da partida, com uma “pequena” banda chamada The Who! Apreciem...





domingo, 31 de janeiro de 2010

Rebatendo a Melancolia


Essa semana foi toda dedicada a observar as ondulações que estavam chegando (ou não chegando a costa paulista). Sites e mais sites de previsão de ondas, boletins especiais e parecia que nada estava a caminho.


Mas a vontade de surfar estava alta demais, quase insuportável, foi ai que surgiu aquele brother, aquele parceiro de surfe para fechar um bate volta arriscado nesse sábado meio nublado.


Chegamos muito cedo ao Píer de Mongaguá, com aquela expectativa de ver pequenas marolas, mas para nossa surpresa, tinham belas ondas, não muito grandes, mas perfeitas, sem vento. Ver aquelas ondas encheu o coração de alegria, saímos correndo para o carro, arrumamos as pranchas em pouquíssimos minutos e fomos direto para dentro do mar.


Mas nada é perfeito, ao entrar na água descobrimos que havia uma correnteza forte, que teimava em nos jogar para o píer. Logo mudamos de lado, e fomos por dentro do píer mesmo para o lado direito. Desse lado as ondas estavam excelentes, esquerdas quebravam perfeitas.


Para ser bem sincero não encontrei nenhuma grande onda naquele começo. Meu amigão, Caio, já estava em total sintonia com o mar, quebrando as ondas como sempre naquele seu estilo imbatível, com um surfe super forte.


Depois de um tempo, saímos do mar, e voltamos a tentar entrar do lado direito do píer, onde estavam as melhores ondas e dessa vez passamos a arrebentação com muita tranqüilidade, sentamos lá no fundo e esperamos as séries que chegavam a um bom metro de face.


Surfar com o Caio é uma experiência muito legal, por ele passar as melhores dicas de como executar as manobras. Depois de um pouco de informações apontou uma série incrível no horizonte, e ele já me gritava: “Olha essa direita, rema, rema, rema...”.


Posicionei-me certinho no pico da onda, remei muito pouco e já estava surfando. Fiz 3 manobras com muita força, tentando colocar tudo aquilo que imaginava e que queria fazer, terminei a onda extasiado.


Quando estou voltando para o fundo, começo a escutar gritos e mais gritos, observo o line up, (a galera posicionada no fundo) e vejo meu brother louco, super feliz pela onda que tinha feito. Segundo ele, água voava por todos os lados, suas palavras resumem bem: “Mano, você quebrou!!!!”.


Não podia estar mais feliz, mas logo descobriria que o investimento em minha nova menina mudaria minha vida para sempre, uma divisão de águas. Outra série igual se aproximava, estava no local perfeito para entrar na onda, só que dessa vez, não fui sozinho.


Um para a direita e o outro para a esquerda. A onda quebrou na mesma qualidade para os dois lados, e ambos fizeram suas ondas com maestria, salvo as diferenças e nível de surfe, ambos quebraram tudo! Não sei dizer se essa onda foi ou não melhor que a anterior descrita, mas a sensação de fazer tudo aquilo que você pensa na onda, é a melhor coisa que existe. Era tudo o que eu precisava, estava de cabeça feita, e a paz tinha voltado ao meu espírito.


Mas ainda faltava a derradeira, aquela última onda que não podia deixar de descrever. Depois de um papo técnico, o Caio me sugeriu que eu escolhesse duas opções para realizar na onda, uma era acelerar tudo que podia e tentar fazer uma manobra que em resumo é deslizar por cima da crista da onda, e a outra era acelerar ao máximo e tentar dar uma batida com toda a força que eu tinha.


A opção escolhida foi a segunda, desci a onda e comecei a acelerar, com tudo. Vi que a onda começava a emparedar toda e que ela ia quebra muito em breve. Preparei a “cavada” na base da onda e subi 90° graus (segundo o próprio Caio que apenas observava para dar sua opinião depois), bati na onda já quebrando e a prancha voltou sozinha, finalizando a melhor manobra que eu já fiz na vida.


Simplesmente não acreditava no que via, no que fazia, e no que ouvia. Foram as melhores ondas dos últimos tempos, e provavelmente as melhores ondas que surfei em toda a minha vida.


Para fechar o surfe, o Caio remou em uma onda da série, uma esquerda poderosa e linda, abrindo muito a parede, depois de uma manobra forte na crista da onda, a onda começou a conduzir-lo para o Píer, ai meus amigos, o surfe foi por dentro do píer mesmo, até passar ao outro lado. Gritos e mais gritos...


Sensacional! Apenas isso...



Caião valeu pelo surfe cara, altas ondas, altas risadas, altas dicas. Obrigadão cara, de verdade, por que você esta me ajudando a evoluir demais. Fora que é viajar com você, é simplesmente muito legal, muito engraçado, excelente companhia, excelente parceria. Que a próxima venha logo...